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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Relação dos comerciantes REVOLTADÍSSIMOS com a possível venda do Mercado Público CHICO MOURÃO



Pedido mais recente



Malu Mourão disse...

Airton, meu Confrade Avspeano, Por favor coloque na lista "A Banca da Dusanjo-de vender panelada aos sábados, dentro do merdado Depois vendia batatas cozidas num cesto. Era minha avó paterna. Podem até não lembrar, mas eu lembro com saudades e orgulho.Tambem lembrei da "Bodega do Chico Davi, do Sebastiaão Coreia. tudo isso faz parete de passado deste nosso Mercado saudações, Malu mourão.
Relação das pessoas REVOLTADÍSSIMAS com a possível venda do Mercado Público CHICO MOURÃO e que prometem – muitas delas - fazer umas “visitinhas” por aqui.

Chico Mourão
Chico Davi - solicitação: Malu Mourão
Afonso
Amadeu Feitosa - solicitação: Paulo Rocha
Antônio Bezerra Pontes (Antenor Balaco) - solicitação: Paulo Torquato
Antônio Cícero
Antônio Marcelino
Antônio Mariano
Antônio Melo – Papa -Pimenta
Antônio Olimpo
Antônio Pinto
Antônio Ramos
Aureliano Carvalho
Cachorra do mercado - Atração!
Chico Gabriel
Chico Paz
Chico Soares
Deo Aires – banca de café
Dona Nenê – vendia vassouras
Dusanjo – vendia panelada / avô paterna da poeta Malu Mourão
Francisco Soares de Paiva
Gonçalino Soares (sapataria)
Gonçalo Corsino de Melo
Gregório
Humberto
Humberto Taumaturgo
Jacob Ximenes do Prado
João Passos
Joaquim Soares
José Osmar Pontes – Casa Pontes
Luiz Bentivi
Luiz Soares – Loja de tecidos
Major Quixadá – construtor do mercado
Manduca
Mané Rocha - “Birosca”
Manesinho Felício
Manoel Aragão – conhecido como Manoel CATREVAGEM
Maria cachorrinho – banca de café
Maria veado – banca de café
Mauro Mota
Melquíades – primeiro vendedor de frutas no mercado
Milton Aragão
Murilo Mota – e suas irmãs (As meninas)
Quincas Coelho
Quindô Soares
Raimundo Lopes - Sapataria
Sebastião Correia
Sebastião Soares - “Caça-samba”
Toinzinho Soares
Zé Batista
Zeca Paulino
- - - - -
Nota:
nomes extraídos das crônicas AS BODEGAS DO MERCADO de autoria do nosso conrade Tontim e crônica do Prof. Chico Melo O MERCADO PÚBLICO DE IPU

::: Você conhece mais alguém que negociou no Mercado?

= = = = =

Recebi em 9 de junho este e-mail do jpMourão

Caro Tontim, dei uma conferida rápida..todos os nomes contidos neste e-mail são repetidos, mas acrescidos de detalhes (filiação, por exemplo).

"Caro Airton Soares.

Saudações de sucesso!


MAIS ex.-comerciantes do mercado Chico Mourão

enviado pelo Dr. Sebastião de Souza Lima

(Sebastiãozinho), sogro do Almir Mourão.


Sinceramente,

jpMourão


----- Original Message ----- From: "Celina M."

To:

Sent: Wednesday, June 09, 2010 9:22 PM

Subject: IMAGENS DE MEMÓRIA DAS PESSOAS DE DENTRO DO BARRAC...

IMAGENS DE MEMÓRIA DAS PESSOAS DE DENTRO DO BARRACAO;

-MURILO MOTA,GONÇALINHO SOARES(SAPATARIA).

-ANTONIO PINTO:MERCEARIA.

-ANTONIO MARIANO:PAI DO MONSENHOR DE VIÇOSA(, NAO LEMBRO O NOME DO MONSENHOR),ERA VIZINHO DO ZE OSMAR.

-MILTON ARAGAO:MERCEARIA(FILHO DA D.ONÉDIA).

-CHICO ANASTÁCI E DEÓ:AÇOUGUEIROS.

-CABOCLINHO MOURAO:JÁ ERA FORA DO MERCADO.


COMERCIANTES DO MERCADO DE IPU,MEADOS DE 1946:


CHICO LIMA:

JOAQUIM LIMA.

-BRANDAO:

GONÇALINHO SOBRINHO.

MANUEL ROCHA-DONO DA MERCEARIA._SALAO DE

BARBEIRO:

GREGÓRIO E ZEBATISTA VELHO SILVA MOURAO:FOI DELEGADO .

-RAIMUNDO LOPES:SAPATARIA.

-AURELIANO CARVALHO:

ANTONIO ROCHA.

-JOSÉ OSMAR CASADO COM A FILHA DO CHICO SOARES.

-CHICO PAZ:FRANSQUINHO SOARES PAI DO QUINDOR E DO

TOIZINHO SOARES CASADO COM A GRAÇA HOLANDA SOARES.-"



quarta-feira, 9 de junho de 2010

O MERCADO CHICO MOURÃO É A MEMÓRIA DE TODOS NÓS

.
CONCURSO HISTÓRICO

O MERCADO CHICO MOURÃO
É A MEMÓRIA DE TODOS NÓS



Após a publicação do primeiro edital para venda/alienação do Mercado Público de Ipu, publicado no Diário do Nordeste de 23 de março de 2010, a família Mourão apressou-se em solicitar à Câmara Municipal uma audiência pública e lançar, em âmbito nacional, o “Concurso Histórico Literário Mercado Público Francisco Mourão”.

Do referido concurso puderam participar historiadores, memorialistas, professores, estudantes, acadêmicos da AILCA, afiliados da AFAI e público em geral de qualquer município ou estado da federação, com a principal finalidade de constituir a história daquele único centro comercial com pareceres e elementos a partir da sua inauguração, até os dias de hoje, e com isso provar que ele é edificação que constitui o já pequeno e combalido Patrimônio Histórico do Ipu.

Hoje, a família Mourão regozija-se em apresentar o professor e historiador Jorge Luiz Ferreira Lima, ganhador do prêmio de R$ 1.000,00 (hum mil reais), pelo melhor trabalho apresentado. Para ele, o Mercado Público Chico Mourão, inaugurado em 1890 pelo então major Quixadá, como a Estação Ferroviária, a Igrejinha e o Paço Municipal, é “...um item de inegável valor no inventário dos lugares de memória da cidade do Ipu”. O professor Jorge Luiz finaliza o seu trabalho dizendo: “Conhecê-lo historicamente – já o conhecemos cotidianamente – é um passo fundamental para sua preservação e mesmo para impor respeito à sua memória que é, no fundo, a memória de todos nós.


MEMORIAL NO MERCADO


Na semana que passou, a Associação dos Filhos e Amigos de Ipu tomou uma posição digna de aplausos, se não for apenas mais um projeto. A AFAI vai sugerir um memorial no Mercado Público Chico Mourão, com os nomes de todos os conterrâneos e amigos que fizeram a história comercial do Ipu naquele centro, desde o seu nascedouro.

Então, o Mercado Público de Ipu, além da força da sua história comercial e do seu recente nome, ostentará, também, o poder da memória, junto aos seus familiares, de centenas de outros saudosos conterrâneos que por ele dignamente passaram, sempre lutando pelo sustento e pela educação dos que têm o Ipu como berço.

Parabéns, AFAI! É assim que se escreve a história de um povo – PRESERVANDO, CONSIDERANDO, APLAUDINDO!



CONCURSO HISTÓRICO LITERÁRIO


Voltando ao “Concurso Histórico Literário Mercado Público Francisco Mourão”, segue, abaixo, o trabalho do professor Jorge Luiz, acrescido dos subtítulos inseridos pelo editor.

Mercado Público de Ipu – Francisco da Silva Mourão:

Pequenos indícios históricos

Jorge Luiz Ferreira Lima

O propósito deste pequeno texto é trazer à tona algumas informações relativas ao Mercado Público de Ipu. A maioria das informações foi colhida junto ao jornal Correio do Norte, publicado em Ipu entre os anos de 1918 a 1924. Em sua redação, o Correio reuniu homens do quilate de Abílio Martins, Eusébio de Sousa, Thomaz Corrêa e Francisco das Chagas Pinto.

Aproximava-se o final do ano de 1884 quando a Vila do Ipu recebeu a visita ilustre do historiador Antônio Bezerra de Menezes. Bezerra havia recebido do Governo Provincial a missão de percorrer a zona norte do Ceará em “comissão”, ou seja, coletando dados de natureza econômica e demográfica. Com esta finalidade, chegou ao Ipu em 1884.

Como era de seu costume, Bezerra aproveitou sua estadia em Ipu para inquirir a respeito da história local. No dia seguinte ao de sua chegada, saiu em passeio pela vila ao lado de João Antônio Peres. No percurso, deparou-se com o mercado, descrevendo-o como “alguns quartos pequenos, estreitos, espalhados irregularmente num espaço quadrangular, onde, no entanto se faz animado comércio”. (BEZERRA, 1965: 201)

Ao contrário do que se poderia pensar de imediato, estes quartos estreitos distribuídos irregularmente ainda não faziam parte do que viria a ser o atual mercado. Prosseguindo a leitura do texto de Bezerra, surge esta informação: “... um pouco mais a leste, ficam os alicerces de outra casa de mercado, que concluída segundo a planta deve ser um edifício magnífico”. (Id. Ibidem, 201)

Percorrendo estes quartos pequenos e estreitos, Bezerra notou a imensa quantidade de algodão em caroço que chegava a este primitivo mercado, oriunda das plantações estabelecidas no sertão. Os fardos de algodão eram transportados pelo locomóvel (automóvel a vapor) do Sr. José Liberato de Carvalho, futuro sogro de Abílio Martins.

A partir das informações fornecidas por Antônio Bezerra, é possível perceber em 1884 a existência do projeto de construção do atual mercado, tendo, inclusive, já sido confeccionada a respectiva planta. Percebemos ainda que aquele novo mercado seria construído em terreno situado pouco mais a leste de onde se localizava aquele emaranhado desordenado de quartos estreitos visto por Bezerra. Conclui-se, portanto, que aquele mercado primitivo ficava nas imediações do Paço Municipal, talvez no lugar da atual Praça 26 de Agosto.


O PROJETO, A CONSTRUÇÃO


O projeto de construção do Mercado a que alude Antônio Bezerra, àquela altura, já não era recente. Sua construção deveria ter sido efetivada durante a seca de 1877/78 com recursos destinados pelo Governo Imperial ao socorro dos flagelados pela calamidade que assolou o Ceará naqueles anos. No entanto, em decorrência de uma grande rivalidade entre os chefes políticos locais, o dinheiro acabou não chegando à vila e a construção do mercado não aconteceu.

Diante de tal fato, Antônio Francisco de Paula Quixadá tomou a iniciativa de construir, por conta própria, dois quartos amplos, adequados à prática comercial e aos dentro dos padrões de higiene da época.



Em 1915, Eusébio de Sousa, juiz municipal do Ipu, publicou na Revista do Instituto do Ceará, um artigo chamado “Um pouco de história: chronica do Ipu”. Ali, Eusébio faz uma brevíssima referência ao mercado, limitando-se a incluí-lo entre os poucos prédios dignos de nota então existentes no centro da cidade. Percebemos, no entanto, que o mercado já havia sido edificado e se encontrava em funcionamento.

O jornal Correio do Norte, por sua vez, constantemente trazia em suas páginas notas e artigos relacionados ao Mercado Público. A denúncia com relação à incômoda presença das prostitutas e meninos de rua nas imediações ou no interior do Mercado é uma constante. As “mulheres de vida alegre” se posicionavam nas portas de acesso ao Mercado, exibindo roupas ousadas e propagando dizeres obscenos, o que representava um grande constrangimento para as senhoras e moças de família que ali se dirigiam com o intuito de fazer compras.


ESPAÇO PLURALIZADO


A leitura do jornal é instigante porque revela o Mercado Público como parte do cotidiano das várias classes sociais. Muitos viam o Mercado como espaço de luta pela sobrevivência, como espaço de trabalho. Entre eles, as próprias prostitutas, esperançosas de ali encontrar seus potenciais “clientes”. Também os meninos de rua, os mendigos e demais figuras oriundas de grupos socialmente desfavorecidos, procuravam o Mercado Público com o objetivo de angariar meios de garantir seu precário sustento.

Podemos perceber que o Mercado Público se tornou, ao longo do século XX, um espaço radicalmente pluralizado. A convivência entre diferentes grupos sociais ali se dava de forma muito próxima, gerando não poucos atritos.

Ainda a respeito das prostitutas, o jornal Correio do Norte, em edição do dia 6 de julho de 1922, informa a proibição, por parte do Delegado de Polícia, do tráfego das prostitutas nas imediações do Mercado e em seu interior, após as 09:00h. Sua entrada no Mercado só seria permitida até as nove da manhã e, estritamente, para que pudessem fazer suas compras e nada mais.

O Mercado Público, conforme o exemplo citado, se tornou espaço de disputa entre grupos sociais e, não raro, foi alvo de disciplinamento da parte das autoridades. O motivo para tanto está no fato, já constatado, de ser o Mercado um espaço de reunião destes diversos grupos sociais.

Ainda no início da década de 1920, surgem preocupações com relação à adequação do Mercado às normas de higiene e aos padrões estéticos da época. O Correio do Norte, em edição de 24 de março de 1921, traz um belíssimo artigo de fundo denunciando os problemas higiênicos, estéticos e estruturais do Mercado. No mesmo artigo, o autor se ressente do atraso de Ipu em relação à vizinha Vila de São Benedito, onde havia construído um mercado com estrutura de ferro montado. Em 1919, de acordo com o jornal A Ordem, a cidade de Sobral substituiu seu antigo Mercado Público por um novo, dotado de uma bela e sólida estrutura de aço sobre a qual se estendeu o teto de alumínio, tudo encomendado à Companhia de Fundição Nacional.

Em edição de 16 de junho de 1921, o Correio do Norte publica nota dirigida ao Prefeito Municipal e ao Delegado de Higiene solicitando medidas no sentido de conter o problema do mau cheiro que infectava a cidade, oriundo da poluição do Riacho Ipuçaba, no qual era despejada imensa quantidade de detritos e lixo de toda espécie. Um dos espaços mais afetados por este problema era o Mercado Público, onde se temia a proliferação de “miasmas deletérios”, trazendo risco à saúde de quem o frequentava ou se alimentava de gêneros ali comercializados.

O Mercado Público tem sido, ao longo de sua história, um espaço de disputas entre diversos grupos sociais. Mais uma vez o Correio do Norte nos serve de fonte ao mostrar, em sua edição de 05 de janeiro de 1922, a polêmica criada em torno das inúmeras bancas de jogos de azar estabelecidas em seus portões. O jornal já vinha convocando as autoridades a tomar providências no sentido de conter a jogatina, mas a inércia das mesmas denunciava o envolvimento de alguns “figurões” locais com os jogos, seja como praticantes ou como promoventes. O jornal insinua que havia gente lucrando com as bancas de jogo estabelecidas nos portões do Mercado.

Na edição de 06 de abril de 1922, o artigo de fundo do Correio do Norte traz elogios ao prédio do mercado, mas denuncia a pouca higiene no trato das carnes e sugere a demarcações de seções, separando as bancas de peixe das de frutas, carnes, etc. No fundo, a proposta era organizar e “higienizar” o Mercado. Mais uma vez, a justificativa se encontrava no risco de proliferação dos temidos miasmas.

No Orçamento da Câmara Municipal de Ipu para o segundo semestre do ano de 1923, publicado no Correio do Norte, edição de 1º de março daquele ano, encontramos entre as despesas previstas, uma rubrica destinando 15$000 (quinze mil réis) para “consertos diversos no Mercado”. Mas, o que significa esta quantia? Ora, no mesmo período, um operário alistado na construção da Estrada de Rodagem Ipu-São Benedito, sob o comando da IFOCS (Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas) ganhava, a título de diária, a quantia de 1$500 (hum mil e quinhentos réis); um quilo de carne verde (fresca) custava 1$200 (hum mil e duzentos réis) e uma rapadura custava $400 (quatrocentos réis). Percebe-se que a quantia destinada aos reparos do Mercado não era tão significativa como se poderia esperar.

Pouco antes, em 10 de janeiro de 1923, o Correio do Norte havia denunciado a vende de peixes e carnes podres no Mercado.


LUGAR DE SOBREVIVÊNCIA


Certo descaso para com o Mercado Público, certa negligência para com sua estrutura não tem sido, como se pode perceber a partir dos exemplos citados, uma especificidade dos nossos dias. Ao longo de sua trajetória, a qual foi mostrada apenas em seus primeiros passos neste texto, o Mercado Público de Ipu tem sofrido com o descaso dos administradores locais.

O Mercado Público de Ipu constitui um espaço fundamental no que se refere à preservação da memória local, especialmente no que toca ao cotidiano da cidade. Não nos enganemos. A memória que constitui para uma cidade é fruto de lutas entre grupos que pretendem se tornar hegemônicas ou manter suas hegemonias. O Mercado Público, neste sentido, aparece como um espaço detentor de experiências sociais perigosamente plurais, nunca tendo-se tornado um espaço exclusivo das elites. No Mercado, elites e povo eram forçados a uma aproximação física recheada de tensões. Estas tensões condicionam a construção da memória local de forma a prover a exclusão de espaços plurais, populares.

Resgatar a trajetória do Mercado Público de Ipu, agora oficialmente batizado de Mercado Público Francisco da Silva Mourão, é um passo fundamental para a remissão, no plano da memória, de um espaço cuja importância para diversas camadas sociais é impossível de ser medida. Ali, muitas pessoas encontraram seu lugar de luta pela sobrevivência, embora, muitas vezes tendo de lutar para dele não serem alijadas.

Tanto quanto a Estação Ferroviária, a Igrejinha de Nossa Senhora do Desterro ou o Paço Municipal, o Mercado Público constitui um item de inegável valor no inventário dos lugares de memória da cidade do Ipu. Conhecê-lo historicamente – já o conhecemos cotidianamente – é um passo fundamental para sua preservação e mesmo para impor respeito à sua memória que é, no fundo, a memória de todos nós.


Editor:
jpMourão
(João Pereira Mourão)
Informação, opinião, instigação, apoio, combate.

Arte da placa: Chico Parnaibano

Foto do mercado:
arquivo do Ricardo Aragão

sexta-feira, 2 de abril de 2010

VENDA DO MERCADO PÚBLICO CHICO MOURÃO

Data: 02/04/2010
Nome: Eridan de Azevedo Mourão Costa
E-mail:
Assunto: Privatização do mercado do Ipu

Acredito que todos nós cidadãos Brasileiros, somos contra essa barbaridade de privatizar mais um bem público, pois querem nos privar sim, mais uma vez de nossa história.

Este mercado que hoje leva o nome de meu avô, FRANCISCO DA SILVA MOURÃO deve continuar pertencendo aos que deram inicio a sua história, a população do Ipu e
adjacências. Privatizar um bem público será arrancar de nós a nossa história. Basta de sermos chamados da cidade do já teve, pois que já teve um cinema, um tiro de guerra, uma estação de trem em pleno funcionamento entre outros tantos bens, que nos foram retirados ao longo dos anos.

Não desejamos ser a cidade que já teve uma história, desejamos sim continuar a escrever a nossa história preservando nossos patrimônios públicos, pois assim se faz a história de um povo.

Eridan Mourão


Data: 02/04/2010
Nome: MARIA DO CARMO MELO MESQUITA - FAIR MELO
E-mail: fairmelo@gmail.com
Assunto: Depois da Igrejinha, o Mercado Chico Mourão.

Foi com muita tristeza que recebi a noticia, da possibilidade da venda do Mercado Municipal do Ipu.

Triste porque, assim como a Igrejinha fez parte da minha vida durante muitos anos, a história da minha família passa pelo Mercado Chico Mourão.

Durante décadas, meu marido (já falecido) Amadeu Feitosa contribuiu para o desenvolvimento do Ipu, atuando como comerciante no Mercado Municipal. E desse trabalho tirou o sustento da nossa família.

Louvo a iniciativa da familia do Sr. Chico Mourão (Amadeu e Seu Chico foram grandes amigos) em defender a preservação de um patrimonio que é de todos os ipuenses.

Junto-me com meus filhos, filhas, genros, noras, netos, netas, bisnetos e bisnetas nessa luta , que não é apenas da família Mourão, mas de todas as familias ipuenses.

Muito sentida,

Fair Melo
87 anos de idade (que serão completados dia 29 próximo).

MOURÕES LANÇAM CONCURSO HISTÓRICO-LITERÁRIO MERCADO PÚBLICO FRANCISCO MOURÃO

Data: 02/04/2010
Nome: JOÃO PEREIRA MOURÃO
E-mail: jpmourao.imoveis@jpmourao.com.br
Assunto: Concurso histórico-literário

MOURÕES LANÇAM CONCURSO
HISTÓRICO-LITERÁRIO MERCADO
PÚBLICO FRANCISCO MOURÃO
=========================

A família Mourão está lançando hoje, agora, em âmbito municipal, estadual e nacional, o “Concurso Histórico-Literário Mercado Público Francisco da Silva Mourão” (Chico Mourai), com a principal finalidade de constituir a história daquele único centro comercial com pareceres e elementos a partir da sua inauguração, até os dias de hoje, e com isso provar que ele é edificação que constitui o já pequeno e combalido Patrimônio Histórico do Ipu.

Desse concurso podem participar historiadores, memorialistas, professores, estudantes, acadêmicos da AILCA, afiliados da AFAI e público em geral de qualquer município ou estado da federação, que souberem ou possuírem arquivos históricos de seus familiares antepassados, ipuenses ou não.


REGULAMENTO DO CONCURSO ♥
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CONCURSO HISTÓRICO-LITERÁRIO
“MERCADO PÚBLICO DE IPU - FRANCISCO DA SILVA MOURÃO
(CHICO MOURÃO) “

PÚBLICO-ALVO: estudantes, professores, historiadores, acadêmicos, afaienses e público em geral de todo o país, IPUENSE OU NÃO.

PREMIAÇÃO: 1° lugar: R$ 1.000,00 em espécie. Livros. Certificado. 2° lugar: R$ 200,00 em espécie. Livros. Certificado. 3° lugar: R$ 100,00 em livros. Certificado. TODO PARTICIPANTE, VENCEDOR OU NÃO, RECEBERÁ UM LIVRO DO JPMOURÃO ”IPU – DOS JORNAIS PARA O LIVRO”.

PROPOSTA DE REDAÇÃO: faça um relato sobre o mercado público de Ipu Chico Mourão, contendo o maior número de informações sobre o mesmo, escrevendo, no mínimo 15 linhas, manuscritas ou digitadas. Escreva em qualquer folha A4 ou em folha disponível na Livraria Companhia do Livro e entregue o relato na mesma livraria, na Rua Padre Mororó, 356, em frente à casa lotérica.

CRITÉRIOS PARA CORREÇÃO E PARTICIPAÇÃO:
a) Os critérios de correção das redações obedecerão aos seguintes moldes: 1. Cada (ideia) informação não repetida no texto sobre o mercado Chico Mourão valerá 10 pontos. 2. Para cada erro de escrita, gramática ou texto serão descontados 4 pontos.
b) Preencher ficha de inscrição no ato da entrega do relato até o dia 24 de abril 2010, às 12 horas, na Livraria Companhia do Livro ou pelo correio para Caixa Postal, 55 – Ipu, Ceará – CEP: 62.250-000, enviando seus dados pessoais com endereço e telefone.
c) Não cabe recurso da decisão da comissão. Os casos omissos serão decididos por representantes da Família de Chico Mourão.

DA DIVULGAÇÃO E DA ENTREGA DOS PRÊMIOS: A divulgação, a entrega dos prêmios e a entrega dos certificados serão divulgadas no site da AFAI, no Blog da AILCA, do jpMourão, do Airton Soares e na Livraria Companhia do Livro, até o dia 29 de maio de 2010, às 12h.


QUE O PROGRESSO DO IPU DE HOJE
PRESERVE O IPÚ DE ONTEM

quinta-feira, 8 de abril de 2010

CORDEL (Dalinha Catunda ) MERCADO CHICO MOURÃO

Data: 07/04/2010
Nome: MARIA DE LOURDES ARAGÃO CATUNDA (DALINHA)
E-mail: dalinhaac@gmail.com
Assunto: MERCADO CHICO MOURÃO

MERCADO CHICO MOURÃO

Não sou nascida no Ipu,
Mas ipuense de coração.
Lamento ver o descaso,
Manchando a tradição.
Lamento que mercadores
Da não cultura atores,
Propaguem a destruição.

Quem vende sua história
Por ela não tem afeição.
E o mercado do Ipu,
Não é peça de leilão!
É um recinto sagrado,
Não deve ser profanado,
São brados da população.

Em prol do velho mercado,
Protesta cada cidadão,
Que tem apego aos bens,
Conquista de seu rincão.
Sepultar sua história
É riscar da memória
Tijolos de uma construção.

Por isso essa revolta,
Eu tenho como minha.
Levanto minha bandeira
Com vocês na mesma linha.
Junto a Soares e mourão,
Pontes, Ximenes e Aragão
Protesta também Dalinha.

O Velho mercado do Ipu,
Tem nome tem tradição.
É chamado pelo seu povo,
Mercado Chico Mourão.
Celeiro de muitas histórias,
Que o povo traz na memória
Não venda! Não perca a razão!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

As placas do mercado chegaram




Data: 23/06/2008
Nome: HENRIQUE AUGUSTO PEREIRA PONTES - GUTO PONTES
E-mail: guto@secrel.com.br
Assunto: Parabéns, JPMourão!

Prezado JP,

"água mole em pedra dura tanto bate até que fura"

Parabéns, a conquista foi da sua perseverança e coragem!

Abs,

Guto.


Data: 23/06/2008
Nome: JOÃO PEREIRA MOURÃO
E-mail: jpmourao.imoveis@jpmourao.com.br
Assunto: Telefonema benigno

ACABA DE CHEGAR AO IPU AS PLACAS
DO MERCADO PÚBLICO CHICO MOURÃO

A viagem foi longa, mas acabo de receber telefonema de meu irmão, Valdemir Mourão, dando notícia da chegada ao Ipu das tão esperadas placas de identificação do Mercado Público Francisco da Silva Mourão (Chico Mourão). A informação, segundo ele, foi dada pela própria prefeita, Maria do Socorro Pereira Torres.

São quatro placas, uma para cada lado do Mercado, que serão colocadas ainda este mês. A longa viagem delas breve será narrada com imparcialidade e sinceros agradecimentos às partes que direta e indiretamente envolveram-se até as suas chegadas e aposições nas testadas do Mercado.

Assim como copiosamente as reivindiquei, profusamente agradecerei a consecução. Com certeza!

jpMourão = João Pereira Mourão * Ipu/Fortaleza, CE
Um motivado: IPU-AFAI–AILCA–ACI–ACEJI–CRECI-FAB
>>> Que Você brilhe como o Sol nos céus do Ipu.

QUE O IPU (de hoje) SALVE O IPÚ! (de ontem)
Data: 24/06/2008
Nome: Francisco Helio Holanda Freitas
E-mail: heliohf@yahoo.com.br
Assunto: MERCADO PÚBLICO

Parabéns ao JP Mourão pela persistência (as vezes beirando a chatice) e a realização da homenagem justa ao patriarca da família Mourão. Parabéns aos vereadores que aprovaram a homenagem. Parabéns a Sra. Prefeita não somente pela aquisição das placas, mas por ter tornado a parte interna do Mercado um lugar digno para receber a identificação do homenageado, pois ninguém de sã consciência reivindicaria o nome de um familiar seu naquele lugar se o mercado não tivesse passado por algumas intervenções, principalmente na feira dos peixes e nos banheiros, tão grande era a fedentina no lugar durante longos anos.

Aproveitando o ápice da polêmica sobre o mercado, queria fazer um apelo ao JP que usufruísse da sua persistência e poder de persuasão para cobrar a preservação do que restou da parte externa do mercado, que apesar dos pontos ali existentes serem de propriedade privada qualquer intervenção na sua arquitetura ou estrutura só deveria ser realizada com projeto de um profissional habilitado e passando pelo crivo de aprovação do poder público. Algumas lojas estão vindo abaixo literalmente e dificilmente serão reerguidas com suas características originais. Basta dá a tradicional volta no mercado e constatar.

Data: 24/06/2008
Nome: Cláudio Sousa
E-mail: fclaudiosousa@bol.com.br
Assunto: Placas do Mercado

Parabéns ao amigo JPMourão. Que nem mesmo sob ameaças, por telefone, não parou de combrar o recolhecimento e merecimento que sua família ostenta de fato e de direito sobre a homenagem ao seu Pai. Francisco Mourão.
Antes tarde, do que nunca!
Família Mourão, meus parabéns pela conquista! Se a lei não é cumprida como deveria, porém essa estar sendo cumprida pelo esforço de um parente esforçado, motivado e destemido pelo Ipu. Parabéns JPMourão!
Um grande abraço!
Saudações!
Cláudio Sousa.
Vamos salvar o planeta, ainda há tempo!
Data: 24/06/2008
Nome: FRANCISCO PAULO ROCHA DE OLIVEIRA
E-mail: paulurocha@uol.com.br
Assunto: Final Feliz !!!


Terminou com um final feliz a novela "A PLACA" .

Estão de parabéns a família Mourão - em especial o grande baluarte J.P.Mourão que lutou incansavelmente até conseguir seu objetivo; os Vereadores de Ipu; o Diretor Técnico da AFAI pelo total apoio dado a família Mourão e a Ilma. Sra. Socorro Torres, Prefeita de Ipu, que atendeu aos apelos feitos pela comunidade ipuense.

Para não fugir do "script" das demais novelas, "A PLACA" também teve o seu CAFAJESTE, papel desempenhado pelo COVARDE que fez ameaças por telefone ao cidadão J.P.Mourão.

Paulo Rocha
Fortaleza (CE)


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