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domingo, 24 de janeiro de 2010

Poesia 28 - MEU PAI / Tatais




Antonio Carlos de Martins Mello (Tatais)

Tá véi meu pai, agora dia 12
Vai pros noventa, caxingando, incerto
Não anda mais, senão ali por perto
Sem rir, vê mal, mal lê, sem ar, sem pose.

Ínvios caminhos que a vida nos trouxe
no desencontro sem amor, deserto,
o fosso imenso entre nós dois aberto
como se aberto por nós mesmos fosse.

Mas sobre tudo paira o imenso afeto
Que te dedico, relembrando os dias
Em que, eu criança, me guiavas, pai!

Pois me mostraste o caminhar correto
Prá que eu seguisse o mesmo que seguias
e aonde um homem verdadeiro vai.

afai-artigos-poesia-p.08

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